Regina Célia é escritora, formada em Letras, membro da AMULMIG _ Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, autora dos Livros Gangorra e Ad versos, alem de crônicas publicadas em jornais e em posts.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Para sempre Ano Novo


Mais um ano chega ao fim. Calendários amarelados, agendas despencando... Eis o sinal dos tempos! Os cabelos ficam mais grisalhos e requerem tinta para uma remoçada de fim de ano...

As casas se iluminam, as praças se colorem e as lojas vendem desesperadamente para o aniversário do Menino-Deus, que na verdade ganha muito poucos presentes.

É hora de desejar boas festas! O mundo inteiro se torna uma grande festa e as pessoas são acometidas de uma bondade súbita que preenche latas de mantimento dos que tem fome, calça e veste os desvalidos e os corações se transbordam de satisfação.

Ao se aproximar o primeiro dia do ano as esperanças se renovam, os planos vão novamente para o papel e uma grande gama de energia reaviva o brilho dos olhares. Vida nova é a vida que continua.

A cada dia renasce um ano, mas por que os desejos de um ano bom não renascem a cada amanhecer?Nós somos o mundo e somos nós que fazemos do mundo um lugar melhor...

Por que a solidariedade não se renova a cada dia como ocorre a cada final/começo de ano?

Que se renovem os desejos de paz, os desejos de conquistas, de vitórias, de ascensão... Desejos de vida plena, de mundo sem guerra, sem fome, de ruas sem acidentes, de crianças com pais, de lares unidos e em paz!Desejos de um ano novo a cada novo dia...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Momento de Oração


Viver em contemplação tira o mérito da vida. Contemplação é apenas o prenúncio da ação de graças, é o que antecede a gratidão e o reconhecimento. Viver sempre em estado de se pensar em agradecer, não é viver. É desmerecer a oportunidade da vida.

A comunhão com o divino traz em si a responsabilidade da comum união, da continuidade da obra, das ações de criação.

Viver como pedintes humanos que , espertamente, barganham bênçãos de Deus também desmerece o som da vida. A oração pressupõe a humildade de se reconhecer humano, mas não pode limitar o ato de viver.

Oração pelo amor é amar.

Oração pela vida é viver.

Oração é desejo em ação. É constância e dedicação de propósitos, é ser in em tudo que a consciência pereniza e out em tudo que furta o sono e os sonhos.

O sono renova a força física. Os sonhos a força da alma!

Confesso minhas culpas a Deus e ao mundo. Peço perdão e renovo os meus propósitos de ser melhor. Assim, que Deus me ajude!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Torre de Babel


O linguajar de nossa gente é de uma riqueza sem fim aos ouvidos afinados. São tantas corruptelas, tantos desdobramentos e tantas peculiaridades, que as vezes nos perdemos no meio da cantilena e corremos o risco de desafinar... (risos)

Nossa terra recebe acentos dos mais diversos estados brasileiros e o povo a tudo se acostuma.

É comum ouvirmos “mano”, “meu rei”, “trilegal”. E todo mundo se entende, uai!
Ao presenciar um simples cumprimento de compadres, ouvi uma resposta comum”ah, to pelejando!”. Sim, pelejar é muito comum mesmo, pois significa lutar, disputar, combater. Ora, mas lutar é honroso, meritório... Por que o tom de piedade? Parece sim que a luta já está perdida... Todos se referem a peleja, por essas bandas, como algo ruim.

Eu nunca gostei de pelejar, mas sou uma batalhadora, obstinada por vencer desafios... Pelejar mexeu comigo. Oh , peleja!

Vejo o Gordo (Antonio Domingos), em boas risadas, dizer a Luciana que está pelejando! E isso é bacana! Pelejar sorrindo, pelejar vencendo as maiores dores, os maiores desafios...

É , a nossa língua por muitas vezes nos prega peças e uma mesma palavra pode ter significados diferentes, dependendo da entonação que colocamos na fala. E eu pelejo o tempo todo para não pelejar...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TRIBUTO


Dia desses levantei com a sensação de que era uma data importante, dessas que não se pode esquecer, como aniversário de namoro, aniversário de irmãos, pais ou amigos. No entanto nada me vinha à mente cansada naquele dia. Do que estaria eu tentando me lembrar?

Passou o dia sem que a lembrança da importância da data se revigorasse em minha mente, De repente um e-mail, uma simples mensagem eletrônica que tinha ao fundo a conhecidíssima “Canção da América” gritou aos meus ouvidos “mas quem cantava chorou ao ver seu amigo partir”. E era isso! Aquele era o dia do aniversário de um grande amigo que partiu (cedo demais, como dissera o Renato Russo).

Gerson Antonio Soares faria aniversário naquele dia, caso sua vida não tivesse sido ceifada há alguns anos.

Dor, saudade, lágrimas disputavam lugar em minha mente e em meu coração. Mesmo após o seu distanciamento físico, a memória teima em eternizar o que amou. Tuniquinho deixou saudades! Mais que isso até, Tuniquinho deixou lições... Inúmeras delas! E sua existência fez parte, por anos, da minha vida e da vida de Barão de Cocais.

Companheiro de trabalho, amigo leal, destemor, coragem... Um pedido de justiça! É preciso lembrarmo-nos de Tuniquinho! É preciso dizer seu nome repetidas vezes para que a nossa cidade não se esqueça de sua existência benéfica, de seu trabalho duro, de sua vida exaurida.

Palmas na cadência do meu coração!Seja lenda Tuniquinho! Seja um mito recontado para falar de amizade e de justiça! Que viva para sempre em nossa memória, Abreijos, amigo Tuniquinho!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

EM ALGUM LUGAR ALÉM DO ARCO IRIS


Amanheci pálida hoje. A chuva que se precipita mansa, já dura três dias. O sol ameaça vir ao longe e um arco-iris bem fraquinho pode ser avistado com um pouco de boa vontade.

De posse da cor amarela, ouvi, consecutivamente, três cds do Vander Leendo só na parte da manha.

Cantarolei Eric Clapton na volta do dia.

A chamada em espera do telefone da prefeitura, quando funciona, ecoa todo o lirismo de “Iz” Israel Kamakawiwo’ole. A espera às vezes me faz chorar...

Um dos meus celulares traz consigo o tema de Rambo e me chama à reflexão de que o próximo não deve ser um peso na vida, ele é meu irmão... Aff! Preciso colorir-me, porque estou bege!

Deveras, meu dia está em tons pasteis e se nada acontecer pra me enrubescer um pouco, não há de demorar muito eu vou acabar querendo ser uma tarde gris...

Cai a noite mudando as matizes da paleta que coloriu o dia. Para encerrá-lo, assisti, repetidas vezes, a um trecho de um show, em vídeo, com provavelmente uma das músicas mais lindas e cortantes dos últimos 35 anos, a velha canção eternizada por Rod Stewart e seus não menos eternizados cabelos desalinhados: I don’t want to talk about it! É incrível como a voz rouca do Rod (ai que intimidade...) e seu horroroso paletó amarelo conseguem fixar-nos diante do vídeo. É impossível parar de olhá-lo. Parar de ouvi-lo seria pecado dos mais graves... O solo de sax esmaga meu coração e é tão lindo que merece nunca acabar!

Não celular, por favor, não toque agora! If I stay here just a little bit longer…If I stay, won't you listen to my heart? Oh! O meu coração foi quebrado, mas eu não quero falar sobre isso.

ECO VIDA


Nariz escorrendo, pirulito tipo chupeta na Mao e um velho carrinho de plástico debaixo do braço. Assim seguia Buiú sua mãe. Catadora de materiais recicláveis que, por muito tempo, tirou do antigo lixão o sustento da casa.

Hoje a realidade é menos mórbida, mas não menos pesada. Ha tempos , deitara centenas de quilos de latinhas e papelão sobre sua femilidade. Não fossem uns brincos descascados a pender-lhe pelas orelhas, seria uma incógnita. O boné e o macacão lhe atribuíam um severo ar masculino.

Mesmo ciente de estar na crista da onda, vivendo de maneira ecologicamente correta, sua boca já não sorria e faltavam-lhe os dentes da frente. A propósito, apesar da idade recuada, Buiú também não os tinha.

O menino, porém, não temia os olhares sociais e punha-se a sorrir quando espetava a bunda de uma tanajura distraída, ou quando capturava mais um besouro para seu pequeno pelotão enclausurado na latinha de castanhas encontrada no galpão dos catadores. Buiú possuía alguns batalhões de formigas e uma caixinha de abelhas...
Mas a mãe desconhece o poderio do filho catarrento. Muitos bichinhos inocentes aguardam o seu comando.

Não, não é pecado! Pecado seria impedir que Buiú fosse general de seu exército.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um Rei chamado DAVI


Davi foi um Rei de Israel. Pequeno em tamanho, mas grande em suas ações, foi vitorioso em todas as suas lutas e derrubou até um gigante! O rei Davi também foi herói admirado pelo seu povo. Deus lhe concedeu sabedoria e força. Em tudo Davi louvava a Deus com musica, dança e poesia...

Assim também é nosso Davi. Pequeno em tamanho e idade (apenas 5 anos), mas grande em sabedoria e determinação. Davi vem vencendo as suas lutas e pretende derrubar um gigante tirano que afugenta as forças de pobres, ricos, adultos e crianças. Um gigante que rouba a saúde e traz sofrimento, mas Davi sabe cantar, dançar e recitar poesias que o tornam encantado e encantador.

Davi figurou em um grande cartaz no ano passado vestido de herói, mas não sabia que, de fato, era um grande herói para seus pais, para a avó, para os que o admiram. Davi vencia, dia a dia, as batalhas impostas por uma doença que ninguém sabia que ele tinha.

Davi dos Reis tem Rei até no sobrenome!

Dia desses, em que eu completava mais um ano de vida, eis que a voz suave, mas firme, de Davi, ecoa no meu celular para me desejar felicidades... Ah felicidade! Que grande presente aquela vozinha a falar comigo e arrancar-me lágrimas de puro contentamento!

Hoje meu coração envia um rogo a Deus e manda um recado aos pais de Davi... Manda um recado ao próprio Davi: O SENHOR te abençoe e te guarde; O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.(Números 6:24-26)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PERO QUE LAS HAY, LAS HAY


A bruxa tá solta! Ouvi o vizinho dizendo aos pedreiros logo pela manha. Daí a pouco o filho mais velho reclama do para casa e diz que não vai a escola e não gosta da bruxa da professora. Termo recorrente hoje! E eu, bruxa que sou, sei que elas existem; embora não creia nelas.

Sofro de bruxismo e tenho corujas enfeitando o meu quarto. Mal uso vassouras para uma faxinada na casa, mas para voar, jamais! Não faço feitiços, mas encanto! Quase me classifiquei como fada agora!

Uso preto mesmo de dia, mas tenho alergia a aranhas e suas terríveis teias. Morro de nojo até de formiga, o que diria das baratas?! Caldeirão pra mim, só de sopa!

Conheci uma bruxa má, daquelas que fazem feitiço, tem dentes abertos e não sabem perdoar... Não disse, mas seus olhos me maldisseram e penso – não creio – que ela tenha costurado meu nome na boca do sapo. Só que antes de morrer de fome e de agonia, o coitado cagou o papel que tinha meu nome.É, na boca do sapo tem dentes!

Ando pouco me lixando para as bruxarias dessa velha má. É uma vítima da própria ambição e inveja. Há anos se contenta com as sobras de tudo o que invejou. Não teve nada realmente de seu, nada proveniente de seu mérito. O que traz como seu pertenceu a alguém que invejou. Pensa então que é capaz. Pensa que é feliz.O sapo a olha indignado, como quem diz:sai desse corpo que nao te pertence!

A propósito, a bruxa tinha mesmo que estar solta hoje... Dia 31 de outubro. Viva o dia das bruxas!

domingo, 30 de outubro de 2011

MANIAS


Tenho algumas manias... Coisas da idade? João Bosco diria, em Bijuterias que sim... Na idade em que estou aparecem os tiques, as manias! Coleciono anjinhos ( de todos os tamanhos), coleciono corujas( fofas!), detesto poeira nas caixas de tomadas e apagadores, nunca mudo as coisas de lugar, sejam móveis, roupas, enfeites,etc.,

Agora dei de colecionar sorrisos- perpetuo-os na memória- poesias, livros, boas músicas... Na verdade não é de agora.Já trago comigo como “defeito de nascença”. O novo mesmo é colecionar show do Vander Leendo! Lindo mesmo! Um sonho de consumo! Musica boa, altura boa, cara boa... TDB! Ai, ai...

Ei-lo no palco reunindo suspiros. Realmente, romântico é uma espécie em extinção, diz a voz que move nossos corações.
No coração mais infeliz, pode crer no que eu digo: Não vou ser triste e nem chorar por mais ninguém... E eu creio. Tudo bem, vou ficar legal. Sabe o que eu queria agora, meu bem...? Sair chegar lá fora e encontrar alguém... Nascer menino, morrer poeta!
Quero outro show do Vander Lee. Ops, Vander Leendo!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cantiga de Bem Dizer


Cresci pedindo a bênção aos mais velhos, aos pais, padrinhos, tios, tias, avós... à doninha da esquina que morreu solteira, ao padre velho da paróquia... Na verdade não pedia a bênção, mas simplesmente “bença”!

Bença, mãe! Bença, Pai! Já vou... E ia feliz, porque Deus certamente ouvia o pedido deles e me abençoava. Os pais bendizem, Deus abençoa! Assim cresci (mais pros lados que pra cima, mas cresci. Pois criança que não pede a bênção, não cresce – dizia a minha avó!)

Quando me vi, estava com apenas 8 anos e já era tia... E bem cedo comecei a bendizer os pequenos, pedindo a Deus que os abençoasse!

O tempo passa, mas certas coisas permanecem em algumas famílias e na minha, o hábito de pedir a bênção não envergonha a ninguém... Nem aos velhos e nem aos novos.
Hoje surpreendeu-me a caçula das sobrinhas, que conta com 5 anos incompletos.

Raramente a ouvimos pedir a bênção, mas estende a mão direita aguardando o rogo divino, beija-nos a face e oferece a bochecha para um beijo habitual. Mas ela quer seu lugar ao sol, quer se posicionar e, a contar pela predisposição dos pais em manter-lhe filha única, tende a não ter sobrinhos a quem abençoar.

Chegou a casa avoterna (casa da avó) e rapidamente tomou as duas cadelas de estimação pela pata direita dianteira, uma por vez, e disse “bença bençoe!” Lindo gesto de bendizer!

Olhamo-nos todos em silêncio. Era isso que ela nos ouvia dizer amiúde... “bença bençoe!” e não “Deus a abençoe”, como realmente falamos. É essa cantilena ao mesmo tempo lenta e rápida que os mineiros – e só os mineiros – possuem.

Embora não tenha compreendido bem as palavras que proferimos, captou bem o seu significado. Grande sujeita que já é, bendiz aos pequeninos.

Bença bençoe todos nós!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Enquanto a Caravana Passa...


Sinto o bafo dos que pensam insultar-me ao me acusarem de tola e viro o rosto, não para nova baforada como faria Jesus, mas para não aspirar o hálito mal cheiroso que emana dos que não crêem nas pessoas. Eu creio.

Espreito esquinas de onde surgem olhares esquivados sobre a vida alheia. Passo reto. Indiferente àqueles que já vi, mas finjo que não. Metida! (Sussuram)

Sensibilizo-me com o cãozinho atropelado, com a criança que calça dois pés diferentes de chinelo, com a tremura dos joelhos do velho que teme atravessar a rua na passagem de pedestres... Falo sozinha, rio de mim mesma e ralho com alguns de meus pensamentos abusados!Chamam-me ridícula por isso.

E eu acho a palavra ridícula perfeita!

É ridículo, deveras, verter lágrimas por coisinhas tão bobas! É ridículo amar! Ser feliz, então, é mais que ridículo, mas a palavra “ridículo” é tão perfeita que não carece de mais nada para se fazer entender. Assim, todos querem o ridículo, mas temem o ridículo e dizem que é ridículo o ridículo...

Enquanto isso, vou a passos lentos, tolamente sorrindo, às vezes chorando,. Ridiculamente sonhando e na peleja para me manter tola , metida e ridicula. Mas prenhe da certeza de ser bem diferente, ou seja, indiferente aos cães que ladram.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cones Malditos



Uma simples volta ao centro de Barão de Cocais é suficiente para identificar o incrível aumento do tráfego viário de nossas ruas. Milhares de veículos disputam os pouquíssimos locais de estacionamento in tesi disponíveis.

Pedestres se amontoam próximos às passagens demarcadas para sua travessia à espera de que o bom senso permita o deslocamento em segurança. Alguns motoristas param e acenam para a travessia dos que esperam, mas nem sempre as motos que os seguem colaboram e saem costurando entre os carros que aguardam e os pedestres que se arriscam...

Atendendo a pedidos, peço licença aos leitores para colocar dois cones sinalizando o comentário a seguir:
(abre cone) Esses instrumentos para sinalização viária consistem em um dispositivo de controle de tráfego, auxiliar à sinalização, de uso temporário, utilizado para canalizar e direcionar o tráfego e delimitar as áreas. Em Barão, a policia o utiliza, frequentemente, próximo a Praça Nossa Senhora Aparecida, exatamente para direcionar e canalizar o tráfego no local, mas se esquece que o uso deve ser temporário e os cones ficam ali, dia e noite! Mototaxistas, no uso irregular de usa profissão, saem utilizando da serventia dos cones para delimitar áreas e tomam posse das vias públicas e dos poucos locais livres para estacionamento, como áreas privativas. E são muitas! A farmácia – ia me esquecendo – apesar de possuir sinalização específica de estacionamento para clientes permitido por tempo limitado, também cooperou com a fábrica dos cones e tascou mais dois ali! O dono do mercado coloca caixotes em lugar de cones, o lojista se esmera em manter seus cones limpinhos, a loja de móveis, que possui uma ampla área para ser utilizada como estacionamento para clientes, monta o seu show room de colchões e sofás do lado de fora e coloca duas cadeiras plásticas amarradas por uma fita zebrada, impedindo que o bobo do cliente estacione para fazer as suas compras e, aos poucos, todos vão delimitando suas áreas , que não podem ser do cidadão comum, nem do cliente, nem do ciclista... As áreas estão demarcadas por seus proprietários com os “cones malditos”!.(fecha cone)

Uma feiúra total, é o que se pode ver. Comparemos o comercial de veículos, em que os pôneis malditos cantam odeio barro, odeio lama... não vou sair do lugar - Os cones malditos insinuam “odeio carro, eu sou sacana, não vou sair do lugar!

Se você não picar o pé em pelo menos um cone maldito de Barão de Cocais essa musiquinha não vai mais sair de sua cabeça... ♫ ♪ La,ra,la, ra la, la, la ♫ ♪ (que nojinho!)